Plano em Foco

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Redes de Computadores, Linux e assuntos relacionados.

Cobaias

Novamente, só vou citar o texto e a fonte.

O texto está falando sobre a “banda larga móvel”:

“A partir de 2007, o Barômetro da Banda Larga também passou a monitorar o acesso de computadores à Internet por meio da rede celular, serviço que já é oferecido por todas as grandes operadoras do país.

Depois de uma forte promoção para gerar a experimentação do serviço nos últimos semestres, os preços desse acesso subiram e não vemos mais promoções que oferecem o modem grátis. A maioria dos planos atuais custa cerca de R$ 60,00 e têm alguma limitação de uso, que varia de acordo com a operadora.”

(ênfase minha)

Se você quer um exemplo de limitação de uso, leia o que postei em “Você certamente irá pagar mais”.

Fonte: idem ao post anterior.

Preço do acesso à Internet no Brasil

Vou apenas citar o texto e a fonte.

“Comparando o preço do acesso no Brasil com o preço do acesso nos países de leste europeu é possível perceber como o valor cobrado é mais alto no Brasil. Com exceção da Polônia que também mantém velocidades de 128kbps no seu portfólio, o Brasil possui velocidade de entrada muito baixa e com preço cerca de 10 dólares mais alto que as velocidades de entrada na Rússia (1Mbps) e na República Tcheca (2Mbps).”

Fonte: Barômetro Cisco de Banda Larga. Email recebido por mim hoje, 20 de maio.

Nova Diagramação do IRCH

No início do mês passado, aconteceu um acidente grave na qual perdi a versão mais recente do livro IRCH (que estava com seis capítulos a mais do que a versão atualmente disponível para Download) e muitos arquivos pessoais.

No momento, estou reeditando o livro (que será em dois volumes) e remodelando completamente o Layout.

Lovo layout

CSMA/CD Definitivo

O PlanoEmFoco está começando uma nova fase em sua vida.

A fase das Webconferências!

Por isso, teremos a primeira webconferência pública no dia 15 de Maio, Sábado, que tratará sobre aspectos importantes do CSMA/CD, o protocolo MAC mais conhecido do mundo!

Relembrando, será dia 15 de Maio, com início às 17:45 e com duração aproximada de 45 minutos. 15 de Maio é Sábado. Se você tem disponibilidade, pode se inscrever! É gratuito! As vagas são limitadas.

O que é essa tal de Aula-Palestra?

É uma aula ministrada ao vivo, com áudio em tempo real e apresentações de slides explicativos. O aluno pode tirar dúvidas em tempo real com o instrutor por meio do bate-papo. Você precisa ter uma largura de banda de 150kbps para acessar.

Sobre a Aula-Palestra CSMA/CD Definitivo

Você sabe que o CSMA/CD não precisa ser usado em redes Full-Duplex? Sabe por quê?

Você sabe quais os componentes de uma placa de rede?

Você sabe a real diferença entre a detecção de colisão e a detecção da portadora?

Você sabe que em cabos de par trançado, ao contrário de cabos coaxiais, as colisões NÃO ocorrem no cabo?

Venha esclarecer todas as suas dúvidas nesta aula-palestra.

Clique aqui para se increver.

Atenção: Alunos matriculados em nosso Curso Preparatório para o Exame ICND1 não precisam se inscrever nesta palestra.

Aguardamos vocês.

Você certamente vai pagar mais pela conexão 3G

Estava racionalizando sobre um assunto interessante.

Na maioria das vezes, provedores de “banda larga” [sic] 3G oferecem conexões a 1mbps, limitando o uso da banda por mês a 1GB. Algumas companhias abaixam propositalmente a largura da banda após atingir esse patamar, porém outras cobram a mais quando você ultrapassa esse valor.

Por isso, venho com a tese de que, em circunstâncias parecidas, você sempre irá pagar mais; ou pelo menos, quase sempre pagará mais. Falo isso porque nenhum céfalo da face da terra irá submeter-se a um regime anoréxico de conexão à internet para que seu consumo fique abaixo dos 1GB. Quer saber por quê?

Vamos para alguns cálculos. Não sei se alguém os fez antes, mas vou fazê-los aqui.

Temos uma conexão cuja largura de banda é 1Mbps, e o limite de consumo é de 1GB por mês.

1. Afirmação 1: você NUNCA irá usar 1Mbps, ou melhor, QUASE NUNCA irá usar isso.

Exato. Pois, se você quiser desfrutar dessa “velocidade” você estará falindo-se. 1GByte por mês equivale a uma média de 3,31 kilobits por segundo, ou seja, 3,31 kbps. Isso é bem pior do que conexão discada. É pior do que telégrafo. Estou falando de 3,31 kbps!! Nem TELNET subsiste.

Claro, você é um cara esperto, moderado, que não usa P2P, torrent e outros prazeres da vida, e só conecta-se à internet por causa do MSN ou para ler jornal. Aí declaro minha segunda afirmação:

2. Afirmação 2: Ainda que você seja moderado, você NÃO VAI conseguir desfrutar, ou melhor, É QUASE IMPOSSÍVEL de você conseguir desfrutar de 1Mbps com a sua suposta moderação.

Essa afirmação leva em conta que você, uma pessoa moderada, só usa internet cerca de duas horas por dia. Fazendo isso, você terá que se contentar com 39,77 kbps. Isso mesmo meu chapa! 39,77 kbps, pior do que conexão discada (ainda!). E ai de você se extrapolar essa velocidade: irá pagar mais!

Como chegamos a esse cálculo? É simples. Se você raciocinar, usando 2h de internet por dia (um regime bem anoréxico, como eu já disse) à 39,77 por dia, em 30 dias você terá usado 1GByte. Observe que a conversão bit-byte já foi feita.

Continuemos a nossa discussão.

Afirmação 3: Se você for uma pessoa que não vive, que não tem família, que usa a internet só para manter o STATUS do MSN como on-line, AINDA ASSIM você MUITO PROVAVELMENTE pagará a mais.

Vou explicar. Mesmo você usando seu computador UMA VEZ NA SEMANA, durante UMA HORA por vez, irá gastar O DOBRO DO CONTRATADO se navegar à velocidade de 1Mbps. Perfeitamente! Pois, à 1Mbps durante 4h (1h por cada semana) você irá usar 2GBytes.

Conclusão: Não existe 1Mbps nesse tipo de plano 3G.

Para que as operadoras oferecem uma velocidade de 1Mbps? Ninguém vai usar 1Mbps, pois se usar, muito provavelmente estará extrapolando o limite de consumo mensal. Para o cara navegar a 1Mbps ele deve usar o computador cerca de apenas DUAS HORAS durante o mês. Fora disso, a pessoa deve limitar sua largura de banda. O problema é que ninguém faz isso, e portanto, a conta no fim do mês vem alta, e o cliente realmente acha que aquilo é justo, pois está lá, preto no branco, que ele, o infame blasfemo, ultrapassou os 1GByte por mês.

Se você precisa de banda 3G e o limite de consumo é de 1GB, não pague por isso. Não pense que se você for moderado vai conseguir cumprir com isso, pois, como mostramos, NÃO VAI. Você estará se complicando.

RFC 1180 traduzida

Aqui disponibilizo a RFC 1180 traduzida – não pelo google ou uma ferramenta automática, mas por mim.

Saibam que foi meio complicado, não devido à linguagem em si, mas sim pelos termos usados e a dificuldade em encontrar algum significado em português. Mas, enfim… o trabalho está feito.

Acho que ela contém umas duas palavras erradas que corrigirei quando houver tempo.

Clique aqui para baixar a RFC 1180 traduzida

O que são RFCs?

Meu amigo e colega de curso Flávio Anello postou em seu blog “Security over IP” uma explicação clara e sintetizada do conceito RFCs. Leia!

Clique aqui para acessar o blog

Por falar nisso, acabei ontem de traduzir a RFC 1180. Amanhã estarei postando-a aqui.

Aguardem.

Curso Cisco ICND1

Há algumas coisas que não estão mortas, embora estejam em coma.

Uma dessas coisas é o livro. Aconteceram muitas mudanças onde trabalho, de modo que precisei me adaptar a elas, deixando um pouco o projeto de lado. Em Dezembro escrevi um capítulo sobre Padrões Ethernet, e em Janeiro comecei um capítulo sobre Internet 3G. Até comentei com o Magun Leno a minha infelicidade em ainda não ter terminado o livro. Mas o projeto ainda não morreu.

Outro projeto que ficou em síncope (como diria o professor Girafales) e depois entrou em coma foi o Curso ICND1. Porém, como eu havia prometido, iremos recomeçar o curso. Todos os integrantes do curso anterior serão chamados por email para fazer a inscrição no zumbi, digo, no curso que não morreu. Isso acontecerá em breve, depois do carnaval, então fiquem com bastante calma.

Das redes ponto a ponto às redes com hub em 5 figuras

As redes locais foram desenvolvidas como meio de trocar informações entre dois ou mais hospedeiros, sem a necessidade de mídias (disquete etc) para isso.

1. Ponto a ponto

Na figura abaixo, imagino como deve ter sido a primeira rede. Dois computadores ligados por meio de um cabo. Existem muitas considerações a fazer a respeito de topologia, que faremos em momento posterior (ou, se você for apressado, lendo o livro IRCH). Por enquanto, vamos nos dedicar no conceito desta primeira rede. Uma máquina envia uma informação, que passa através do cabo e chega em outro computador, que o recebe.

pontoaponto

A informação lógica é codificada em sinais elétricos. As duas máquinas devem saber como codificar e, é claro, como decodificar esses sinais, para que possam comunicar-se. Enfim, as máquinas devem seguir o mesmo padrão de conversa. A isso chamamos de protocolo.

2. Malha completa

Mais tarde, os engenheiros decidiram que seia bem melhor expandir suas redes locais para que outros computadores fossem conectados.

full_mesh

A malha completa é uma solução simples, porém cara. Basta que (aí está a parte “simples”) cada computador possua mais de uma placa de rede, quantas forem necessárias para interconectá-lo aos outros computadores. A parte “cara”, você deve compreender: o número de placas de rede que cada computador deve ter, além do número de cabos. Além disso, visto que as placas mães dos computadores possuem slots muito limitados, não é possível formar uma rede grande.

3. Barramento

Bom, vamos fazer uma rede mais barata? Sim, porque não! Surgiu a rede em barra ou barramento (é claro que nesse meio tempo, várias soluções em rede surgiram).

barramento

Nesta rede, existe um cabo por toda a rede, e todos os computadores são ligados diretamente neste cabo, em vez de um no outro, como acontecia na cara topologia em malha completa. Como você pode perceber, o número de placas de rede por computador é sempre um, e a rede pode vir a se tornar grande, mas não muito grande, por causa de um comportamento (não necessariamente um problema, como muitos dizem) interessante: a informação que uma máquina envia são ecoadas por toda a rede. É como se a rede inteira fosse um único cabo.

Em suma: nessa topologia em barramento, quando uma máquina envia os sinais elétricos, todas as outras máquinas percebem-o, mas apenas a destinatária (ou um espião que se faça passar pelo destinatário) recebe e decodifica os sinais elétricos. As outras máquinas ignoram isso.

3.1. Colisões na topologia barramento

Como consequência do comportamento de “eco” nas redes em barramento, temos um outro comportamento absolutamente natural: colisões. A colisão ocorre quando duas máquinas enviam sinais elétricos pelo mesmo cabo, ao mesmo tempo. Os sinais elétricos encontram-se, misturando-se e tornando impossível interpretar os sinais bagunçados depois disso.

colisao1

Existe uma solução “simples”, porém de implementação complexa, que não vamos discutir a fundo neste post mas vamos mencionar: o algoritmo de detecção de colisão. Em termos simples, cada computador roda um módulo de programa que ouve se o cabo está em uso antes de enviar o sinal. Se o cabo estiver em uso, então espera e ouve novamente mais tarde. Caso o cabo esteja livre, envia. Isso reduz muito o número de colisões, mas se mesmo assim houver, o módulo de programa em cada computador detecta a colisão e reenvia o quadro, obedecendo a regra de ouvir o cabo antes de enviar.

4. Substituindo o barramento por um dispositivo central: o hub, ou concentrador, ou repetidor

Um problema das redes em barramento era que, caso qualquer parte do cabeamento apresentasse defeito ou estivesse desconectado de suas máquinas, a rede inteira parava de funcionar.

Um dos últimos passos (não o último, mas um dos últimos) para a mlehoria nas comunicações das redes locais, foi o surgimento do hub, ou concentrador, ou repetidor, como você preferir. Ele age da mesma forma que a topologia barramento – inclusive quanto ás colisões – porém tem a vantagem de concentrar tudo em um lugar só (o que facilita a administração da rede), além de fazer com que a rede continue funcionando sem problemas caso algum computador ou cabo apresente falha, ou seja desconectado.

hub

A expansão da rede se torna mais fácil, pois basta conectar um dispositivo ao hub e ele fará parte da rede.

5. Conclusão

Procurei mostrar de forma bem simples e rápida a evolução das redes locais, até chegar ao hub. Você acompanhou uma evolução de conceito. O próximo passo depois do hub, e que caracteriza as redes de hoje, é o uso de um switch, ou comutador, que veremos em breve, ou, se você tiver pressa (olha a propaganda) lendo o livro IRCH, que mesmo em versão beta fala sobre isso nos capítulos iniciais.

Bons estudos.

Livro IRCH – Novos exercícios

As questões do livro estão sendo reescritas. Elas seguirão as seguintes regras:

  • Serão baseadas em concursos públicos realizados nos últimos 3 anos. As provas analisadas foram aplicadas pelo Cespe ou Cesgranrio, que considero serem as bancas examinadoras mais sólidas em assuntos técnicos.
  • As questões serão de múltipla escolha ou discursivas.
  • O texto de alguns capítulos será levemente modificado, dando ênfase a concursos públicos.

Bom, é isso.  Não incluí nenhuma prova da Funrio, pois as questões de redes deles têm se mostrado tendenciosas e pouco técnicas, para o objetivo que tenho em mente.

O primeiro capítulo que inseri questões baseadas em concursos foi o recém escrito “Redes Ethernet”, número 7.

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